segunda-feira, 21 de junho de 2010

Raciocínio.

Nós seres humanos nos tornamos uma raça privilegiada com um raciocínio evoluído, e por meio dele conseguimos sobressair entre as outras espécies sendo a espécie dominante no mundo.

Porém o raciocínio é algo complexo e esta ligado ao nosso “ser”. Uma pessoa sem raciocínio evoluído pode ser considerada como existente? Sem lembranças ou mesmo a capacidade de formular pensamentos, assim ainda existe?

Na tentativa de compreender o nosso raciocínio (pois todo animal raciocina, porém não de forma lógica e nem tem um raciocínio tão evoluído como o nosso) e o porquê o temos, e o quanto ele é fundamental para nossa evolução, vi explicações de varias opiniões diferentes, de pessoas que assim como eu tem suas teorias, coerentes ou não.

Algumas teorias dão o credito do nosso raciocínio a crença de nossa raça ser única e não semelhante às outras, sendo apenas nós portadores desse dom por sermos semelhança divina, outras teorias dão a nós o mérito do dom do raciocínio a nossa evolução, como em um sorteio nossa raça se sobressaiu às outras evoluindo de uma forma mais intensa, o que no futuro outras raças também poderão evoluir de forma semelhante a nossa.

Mas o que é o raciocínio?

Vendo por um ponto de vista fisiológico, quando crianças, criamos uma cópia de tudo que os nossos sentidos (visão, audição, paladar, tato e olfato) captam, geralmente é o que outros humanos nos ensinam, ou o que descobrimos, e essas copias são chamadas de memória. Quando você aprende algo o seu cérebro armazena, assim sempre que tiver contato com aquilo seu cérebro reconhecerá, fazendo com que você saiba o que é aquilo, mas alem de aprendermos e armazená-los temos a capacidade de realinhar essas informações criando os chamados “pensamentos próprios”. Porém será que conseguimos criar um pensamento próprio sem nenhuma informação adquirida? Sem nenhuma cópia armazenada?

Quando pensamos em algo que nunca tivemos contato, sempre vamos imaginar com uma mescla de coisas que já tivemos contato, assim não criamos, apenas remodelamos a partir daquilo que já vimos. Se disser que existe uma maçã na lua que não se parece com nada que podemos ter contato aqui na terra, vamos imaginar ela sendo uma maça meio abacaxi, ou uma maça de cimento com formato achatado e cheia de espinhos, mais nunca algo que não conhecemos. Assim a capacidade de criação de nossa mente é nula ou limitada. Sendo ela apenas capaz de reordenar, ou talvez pouco criar.

Temos esse nível de conhecimento que nos torna superior, pela quantidade de descobertas que fizemos, e remodelamos, tornando tudo que temos hoje.

Nosso corpo armazena essas descobertas em formas de sinais, sendo complexa a compreensão do mecanismo utilizado do corpo, porém muito útil. Um exemplo disso é quando vejo uma laranja da cor laranja, redonda e áspera. Quando a luz que reflete essa imagem chega aos nossos olhos, as células que recebem essa imagem liberam substâncias que desencadeiam voltagens que vão se estendendo até o cérebro. Chegando ao cérebro, essas voltagens vão até o local em que os elementos que formam esta imagem estão armazenados, estimulando essas áreas fazendo com que haja vários estímulos em cada parte relacionada com a imagem (cor, formato, dimensão, etc.) dessa forma sentimos milhões de estímulos, os quais sempre que sentimos esses mesmos estímulos traduzimos como a forma de uma laranja e fazendo com que reconhecemos tudo referente a essa imagem que esteja ligado a nossa visão.

Observando isso podemos dizer que nosso raciocínio nada mais é do que milhões de sinais que recebemos no sistema nervoso fazendo com que estimule as áreas relacionadas com os nossos cinco sentidos.

Ainda encontramos dificuldades com o funcionamento do nosso raciocínio por estar em evolução ou por não sabermos lidar com ele fazendo com que gere problemas psicológicos relacionados aos nossos cinco sentidos, como por exemplo, nos apegarmos a elementos ou coisas que nunca vimos na esperança de ser um aglomerado de cópias armazenadas que realinhamos (na nossa mente) a um ponto que quando estimulados nessa ordem faça com que estimule áreas dos nossos cinco sentidos e com isso obtermos prazer, dessa forma desejando aquilo e esperando o momento que quando tiver contato receba os mesmos estímulos gerando o mesmo prazer.

E com essas informações, a questão de outras raças se tornarem igual a nós, ou mesmo que evoluímos então não fomos criados já com esse raciocínio ou até mesmo que o verdadeiro raciocínio seria não esse que compreendemos e questionamos agora, mais sim algo que não conhecemos e não podemos imaginar, podem ser relevantes e estudadas, pois agora que estamos conciliando a ciência com as crenças antigas e tentado achar relações entre elas.

Pensando nisso deixo as seguintes questões: E se desligarmos nossos cinco sentidos logo após nascermos ainda assim seremos alguém? Ainda assim existiríamos?
E se quando morremos, apenas desligamos nossos cinco sentidos, ainda assim existiríamos?

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